DIETA SEM GLÚTEN: ELA TEM MESMO ALGUM IMPACTO NA PSORÍASE?

*post patrocinado – autor Novartis

Um tema da atualidade para quem convive com a psoríase e busca formas de aliviar os sintomas da doença além dos remédios é a dieta sem glúten. Mas será que ela funciona mesmo ou é só uma modinha?

O glúten é uma proteína complexa encontrada em grãos e cereais comuns, como trigo, cevada e centeio e todos os seus derivados (como pães, massas, biscoitos, etc.).¹ É fato que muitos pacientes com psoríase relatam sentir uma melhora significativa na pele quando adotam por meses uma dieta sem glúten.¹ ²

Estima-se que 25% das pessoas com psoríase tenham de fato sensibilidade ao glúten. Alguns estudos avaliaram a presença dos anticorpos antigliadina (AGA) e antiendomisial (AEA) em pessoas com psoríase, já que essas substâncias estão presentes no sangue de pessoas com sensibilidade ao glúten.² Os resultados relataram que:

  • Um estudo sueco comparou 302 pessoas com psoríase com pessoas sem a doença. No grupo com psoríase, 8% dos pacientes tinham níveis elevados de AGA, contra 3% no grupo sem psoríase.²-³

  • Já um estudo polonês observou 15% de AGA elevado em um grupo de pacientes com psoríase grave, em comparação com 6% no grupo sem psoríase.2-4

  • Por outro lado, estudos conduzidos nos EUA e em Caxemira não mostraram diferenças nos níveis de AGA entre pessoas com psoríase de leve a moderada, em comparação com pessoas sem a doença.2-6

Vale lembrar que sensibilidade ao glúten (ou sensibilidade ao glúten não celíaca) é diferente da doença celíaca, quando o paciente tem de fato uma doença autoimune digestiva e não pode manter a substância na dieta.1,7

Como os estudos ainda são controversos, são necessárias abordagens mais abrangentes para determinar qual o papel do glúten no controle da psoríase.¹

 

Você já falou com seu médico sobre uma dieta sem glúten?

Fizemos um passo a passo para te ajudar nessa conversa!

  1. Converse com o seu médico e, se necessário, faça os exames para o diagnóstico da doença celíaca e da sensibilidade ao glúten. Antes de pensar em fazer qualquer mudança tão radical em sua dieta, como eliminar o glúten, a primeira coisa a fazer é conversar com seu médico. Ele não apenas poderá te atualizar com os dados mais recentes de estudos na área, como solicitar exames para checar se você tem sensibilidade ao glúten (presença de AGA e AEA) ou doença celíaca. Se você não tiver sensibilidade ao glúten e nem a doença celíaca, provavelmente a dieta sem glúten não seja uma boa para você…1,2

  2. Conheça e acompanhe a gravidade da sua psoríase! Outra coisa interessante para você questionar é a gravidade da sua psoríase. É importante saber se sua psoríase é leve, moderada ou grave (e se os tratamentos que faz uso estão de fato resultando nos benefícios esperados). Para isso, o médico deve usar índices e questionários internacionalmente conhecidos, como o PASI e o DLQI.8-10 Independentemente da gravidade da psoríase, o objetivo atual do tratamento é alcançar pele sem lesão ou quase sem lesão.9

  3. Avalie os prós e contras da mudança na dieta! Ainda sob a orientação do médico, você precisa pesar os prós e contras de adotar uma dieta sem glúten (caso você tenha sido orientado pelo médico). Isso porque o glúten está presente em muitos alimentos que não apenas são muito saborosos, quanto bastante presentes no nosso dia a dia, como pães e massas.1,2

  4. Se receber a recomendação, seja disciplinado! É importante saber que os benefícios não aparecem da noite para o dia… São necessários no mínimo três meses de restrição absoluta do glúten para que você possa avaliar se houve ou não alguma melhoria nos sintomas da sua psoríase. Vale ressaltar que além de fontes conhecidas do glúten (como pães, massas, bolos, etc.) muitos alimentos processados também contêm glúten, como molho de soja (shoyu), sorvetes, carnes, etc. Então, certifique-se de estar eliminando o glúten da dieta ao avaliar cuidadosamente os rótulos nos alimentos!1,2

  5. Monitore seus resultados e decida junto com seu médico se vale a pena continuar! Como os dados ainda são escassos sobre a associação da psoríase com a intolerância ao glúten1, você precisa sempre alinhar com seu médico sobre qual a melhor dieta para você e se algum alimento, de fato, deve ser restringido ou incorporado!

Referências

  1. National Psoriasis Foundation. Gluten-Free Diet. Disponível em https://www.psoriasis.org/treating-psoriasis/complementary-and-alternative/diet-and-nutrition/gluten-free-diet. Último acesso em março de 2017.

  2. National Psoriasis Foundation. Do gluten-free diets improve psoriasis? Disponível em https://www.psoriasis.org/advance/do-gluten-free-diets-improve-psoriasis. Último acesso em março de 2017.

  3. Michaëlsson G, Gerdén B, Hagforsen E et al. Psoriasis patients with antibodies to gliadin can be improved by a gluten-free diet. Br J Dermatol. 2000 Jan;142(1):44-51.

  4. Damasiewicz-Bodzek A, Wielkoszynski T. Serologic markers of celiac disease in psoriatic patients. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2008;22:1055–61.

  5. Sultan SJ, Ahmad QM, Sultan ST. Antigliadin antibodies in psoriasis. Australas J Dermatol. 2010;51:238–42.

  6. Kia KF, Nair RP, Ike RW, Hiremagalore R, Elder JT, Ellis CN. Prevalence of antigliadin antibodies in patients with psoriasis is not elevated compared with controls. Am J Clin Dermatol. 2007;8:301–5

  7. National Psoriasis Foundation. Can a gluten-free diet help your psoriasis? Disponível em https://www.psoriasis.org/about-psoriasis/treatments/alternative/gluten-free-diet. Último acesso em março de 2017.

  8. Feldman S, Krueger G. Psoriasis assessment tools in clinical trials. Ann Rheum Dis. 2005 Mar;64 Suppl 2:ii65-8; discussion ii69-73.

  9. EMEA. Guideline on Clinical Investigation of Medicinal Products Indicated for the Treatment of Psoriasis. Disponível em http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2009/09/WC500003329.pdf. Acesso em julho de 2016.

  10. Department of Dermatology and Wound Healing, School of Medicine, Cardiff University. DLQI Instructions for use and scoring. Disponível em: http://www.cardiff.ac.uk/dermatology/quality-of-life/dermatology-quality-of-life-index-dlqi/dlqi-instructions-for-use-and-scoring/. Último acesso em março de 2017.

2018-11-08T08:07:11+00:00

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